Arquitetos portugueses vencem prémio em Taiwan com “rede de coisas”

O estúdio de arquitectura FAHR 021.3, sediado no Porto, venceu um concurso internacional em Taiwan com uma intervenção chamada NAPPE. Filipa Frois Almeida e Hugo Reis conceberam uma estrutura em “rede de coisas”, “que define espaços para acontecimentos formais ou informais, reactivos e inesperados”, lê-se em comunicado.

 

A instalação, que irá ficar exposta como peça de arte pública permanente junto ao novo National Exhibition Center em Taipé, a capital de Taiwan, tem ainda um jogo de luzes e sensores “capazes de captar a vibração da cidade e alterar a experiência do dia para a noite”.

 

NAPPE é uma “malha metálica que questiona a fruição do espaço público num paralelo entre o real e o imaginário”, define Filipa Frois Almeida, e vai estar em exposição, sob a curadoria de Wu Huichen da empresa Artfield, a partir de 2018.

 

Esta não é a primeira vez que os jovens do FAHR 021.3 desenvolvem intervenções urbanas em forma de rede. Há dois anos, no início de 2015, a dupla de arquitectos projectou Metamorfose, uma intervenção para a ruína da Oliva, ao pé da Estação de São Bento, no Porto. A estrutura iluminada ganhou o terceiro lugar no concurso sul-coreano Happy LED life!.

 

 

Notícia publicada no Público


Wisecrop entra em Espanha

Fortalecer a exportação nos próximos anos é uma das apostas da Wisecrop, que está já a entrar em Espanha e “a testar a solução em mais de 10 países diferentes, entre os quais Brasil, Argentina e Reino Unido”, diz Tiago Sá, o CEO da startup.

 

A ideia – que foi finalista do Prémio Inovação NOS, o ano passado – surgiu do desenvolvimento de uma solução tecnológica, ainda na faculdade, que permitia a leitura de sensores e controlo remoto de diferentes equipamentos, conta Tiago Sá. Na altura, os fundadores perceberam que aquela tecnologia podia ser aplicada ao mercado e foi identificado o setor agrícola como tendo enorme potencial para a solução.

 

No final de 2014, levantaram a primeira ronda de investimento de capital de risco, que permitiu alavancar o projeto e, assim, nasceu a Wisecrop. Atualmente, são já 900 utilizadores, desde agricultores com menos de um hectare, até gestores agrícolas com centenas de hectares, passando por associações do setor.

 

A solução é uma plataforma digital e aplicação móvel de leitura de dados que permite aceder, em tempo real, não só às condições da exploração agrícola, mas também ao controlo remoto dos aparelhos eletrónicos necessários à atividade, como sistemas de rega.

 

O sistema permite aos agricultores tomar decisões diárias em relação à gestão técnica e operacional das explorações de forma a otimizar os métodos de produção. Conseguem, por exemplo, aumentar o rigor no controlo de mão-de-obra e performances dos operadores ou reduzir o número de deslocações à exploração para inspeção das condições edafoclimáticas. As vantagens são várias: desde poupanças de água e fertilizante, ganhos de rentabilidade, redução de aplicação de fitofármacos, etc.

 

A Wisecrop ajuda os agricultores em três frentes: primeiro, através da utilização dos sensores. O agricultor instala-os na exploração e acede aos seus dados online em tempo real. Sejam sensores meteorológicos, de solo, ou de planta que medem o diâmetro e humidade da folha. Segundo, o agricultor tem acesso a diferentes aplicações, cada uma orientada a um propósito específico da gestão da exploração: rega, fertilização, tratamentos fitossanitários e gestão de mão-de-obra. E, por último, tem acesso a serviços de terceiros, prestados por outras empresas do setor, como laboratórios de análises, previsão meteorológica e mapeamento aéreo por satélite ou drone.

 

Apontando para o futuro, o objetivo é muito claro, diz o gestor da Wisecrop: “Ser a referência como solução de gestão agrícola. Queremos ser o Microsoft Windows da agricultura”.

 

 

Notícia publicada no Dinheiro Vivo. 


AddVolt vai produzir energia para camiões em Espanha e Alemanha

A AddVolt, startup portuguesa que desenvolveu um dispositivo para produzir energia em camiões, vai entrar em 2017 em Espanha e Alemanha. Isto será possível depois de a startup incubada no UPTEC (Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto) ter recebido um investimento em fase seed (semente).

 

Em Espanha, a AddVolt já tem “contactos com transportadoras e distribuidores”, que vão começar a ser trabalhados. “Em abril arranca um projeto-piloto com uma transportadora, que vai testar a nossa tecnologia”, adianta Bruno Azevedo, CEO, em declarações ao Dinheiro Vivo. Na Alemanha, a startup já conta com um distribuidor. “A expetativa é ter, a partir de junho, a tecnologia a circular a bordo dos camiões.” Nestes países há cidades com fortes restrições ao nível das emissões de dióxido de carbono e do ruído, que têm levado à eletrificação dos transportes.

 

A AddVolt desenvolve o WeTruck, produto amigo do ambiente direcionado a empresas de logística e transporte de produtos e que produz energia a partir de painéis fotovoltaicos instalados no topo dos camiões e que recupera energia durante as travagens e desacelerações do veículo.

 

Nesta ronda de investimento participaram a Portugal Ventures, a empresa de investimento alemã Abacus alpha e o veículo de investimento alemão Momentum Holding. Para breve também está prevista a entrada no capital da associação europeia de promoção de investimento InnoEnergy e que investe habitualmente em startups. Estes investidores juntam-se à 2bpartner, que está no capital desde a fundação da startup, em junho de 2014.

 

Para o líder da Portugal Ventures, Celso Guedes de Carvalho, “o investimento da sociedade de capital de risco na AddVolt foi motivado pela sua tecnologia diferenciadora – já validada por um grande cliente nacional (a Luís Simões) – e pelo seu elevado potencial de aplicação internacional, numa altura em que a redução do uso de combustíveis fósseis e a aposta numa utilização eficiente dos recursos energéticos são determinantes”, segundo nota enviada às redações.

 

Não foi relevado o montante da operação mas sabe-se os quatro fundadores da empresa (Bruno Azevedo, Ricardo Soares, Miguel Sousa e Rodrigues Pires), adiantou ao Dinheiro Vivo o CEO, Bruno Azevedo. A AddVolt foi uma das 67 startups que representaram oficialmente Portugal durante a última Web Summit.

 

 

Notícia publicada em Dinheiro Vivo


Skate com três rodas que simula movimentos do surf

"Em média, apenas 33% das vezes é que o mar apresenta condições favoráveis à prática do surf", disse à Lusa um dos fundadores da "startup" (empresa em fase de desenvolvimento) Bio Boards, Ricardo Marques.

Embora a ideia tenha surgido há cerca de três anos, a Bio Boards enquanto empresa foi lançada em março de 2015 e apresentada durante o Pitch Day, evento promovido em fevereiro de 2016 pelo Parque para a Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), local onde está neste momento incubada.

 

A "startup" foi criada a partir das experiências de Ricardo Marques, que desenvolveu um sistema de skate com três rodas, cuja roda da frente gira em 360 graus.

 

Essa particularidade faz com que o movimento realizado pelo utilizador se assemelhe ao movimento que os surfistas exercem na prancha, denominado "pump", explicou o cofundador da empresa.

 

Em declarações à Lusa, Ricardo Marques indicou que sempre esteve ligado ao surf e ao skate e acrescentou que os primeiros passos para o projeto foram dados enquanto fazia Erasmus no Brasil, altura em que começou a pesquisar sobre alguns meios alternativos para pranchas de surf.

 

Os skates desenvolvidos pela equipa, feitos com cortiça reciclada, são "únicos, têm número de referência, são ecológicos e personalizados", explicou.

 

"A Bio Boards tem o compromisso e o desafio de produzir todos os 'skates', pranchas de surf e restantes produtos com o mínimo impacto ambiental", referiu o jovem, acrescentando que são utilizados "apenas materiais reciclados, recicláveis, reutilizáveis e biodegradáveis".

 

Para além dos "skates", a equipa desenvolve outros produtos relacionados com o mercado do surf, desde as "balance boards" - utilizadas para treino funcional -, passando pelas pranchas de surf, até à roupa feita com materiais recicláveis.

 

De forma a validar a semelhança entre os skates e a sensação de surf, a equipa conta com os relatos e experiências dos praticantes e com um estudo que estão a desenvolver em colaboração com o Laboratório de Biomecânica do Porto (LABIOMEP) e com a "startup" All in Surf, também apresentada durante o Pitch Day.

 

A All in Surf realiza análises biométricas do desempenho dos surfistas e, através da parceria com a Bio Boards, ambas as equipas conseguem "estabelecer um paralelismo entre as leituras do surf e as do skate", informou Ricardo Marques.

 

Os responsáveis pela "startup" pretendem patrocinar atletas jovens, "pessoas com as quais se identificam e que se identificam com o projeto", referiu ainda.

 

Segundo o jovem, "o objetivo não é a massificação do produto, mas sim uma produção sustentada", feita em Portugal, "mesmo correndo o risco de ter um custo maior na fabricação".

 

Em setembro deste ano a equipa vai realizar uma viagem, a EURO TOUR Bio Boards 2016, com o objetivo de dinamizar a marca a nível nacional e internacional e divulgar os seus produtos em locais estratégicos, bem como criar material fotográfico e de vídeo.

 

Neste momento a Bio Boards já está representada em alguns locais de referência na Internet e as vendas dos seus produtos são feitas através do seu sítio de Internet.

 

Do projeto fazem também parte Diogo Oliveira, Filipa Ferreira - responsável pela criação da roupa -, o fotógrafo Pedro Mendes e cerca de oito ilustradores.

 

 

Notícia publicada no Jornal de Notícias


Cama de cultivo ganha acesso a 50 mil euros

A Noocity Growbed, uma cama de cultivo com um sistema de auto-rega integrado , venceu o último Pitch Day da Escola de Startups do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

 

Uma solução que permite aos cidadãos urbanos cultivar alimentos, de forma sustentável, em plena cidade, venceu o último "Pitch Day" da Escola de Startups do UPTEC.

 

A Noocity terá agora direito a incubar a o seu negócio em regime "cowork" no UPTEC e acesso directo à ronda de investimento da Red Angels, com montantes até 50 mil euros.

 

A ideia de negócio vencedora chama-se Noocity Growbed e é uma cama de cultivo com um sistema de sub-irrigação (auto-rega) integrado. "Com uma autonomia de três semanas, diminui consideravelmente a evaporação, a frequência da rega e permite reter água das chuvas, ajudando ao consumo até 80% menos água que uma horta convencional e possibilitando quase o dobro da produtividade. Por ser modular, pode ser utilizada individualmente ou em conjunto, permitindo várias configurações de horta e adaptando-se a diferentes tipos de espaço", de acordo com a descrição elaborada por esta "startup".

 

A Noocity - Ecologia Urbana é uma "startup" luso-brasileira focada no desenvolvimento de equipamentos eficientes para a agricultura urbana, que trabalha no sentido de "oferecer alternativas aos cidadãos urbanos para que possam cultivar alimentos, de forma sustentável, em plena cidade".

 

Apresentar um total de 21 ideias de negócio em 180 segundos era o desafio de 30 empreendedores presentes no Pitch Day do UPTEC, tendo sido ainda atribuídas três menções honrosas: tecnológica, criativa e bio/mar.

 

Na área tecnológica, foi seleccionado o Quant-UX, um "software" para desenvolvimento de design de interface gráfica, que se diferencia porque combina três factores: design, testes e análise de dados.

 

Na categoria das criativas, o preferido foi o Iguaneye, "startup" que criou um novo conceito de calçado: uma dupla pele protectora que cobre todas as partes do pé, permitindo caminhar confortavelmente em qualquer lugar - como se andasse descalço.

 

Já na área bio/mar, o júri seleccionou o All in Surf, um sistema de aquisição de dados de navegação aquática aplicada ao surf que permite medir e avaliar comportamentos físicos e biomecânicos do atleta.

 

A Vodafone, uma das apoiantes desta iniciativa, seleccionou, também, dois projectos para integrarem o programa Vodafone Power Lab: a Quant-UX e a Zarco, uma app para ligar os turistas a uma rede de guias locais.

 

As candidaturas para a próxima edição da Escola de Startups do UPTEC (www.escoladestartups.org), programa de "mentoring" e formação de três meses que visa acelerar ideias de negócio, abrirão no próximo mês.

 

 

Notícia publicada em Jornal de Negócios


Um tecido que guarda energia. E que ganha o prémio de startups do UPTEC

WeStoreONTEX, um projeto que pretende desenvolver tecidos capazes de armazenar energia, ganhou o concurso Pitch Day da Escola de Startups do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), que teve lugar ontem na Faculdade de Medicina do Porto.

 

Durante o pitch, os três mentores do projeto que tem vindo a ser trabalhado nos laboratórios do UPTEC mostraram um protótipo de tecido que permitiu manter em funcionamento sensores de temperatura e humidade e ainda um painel de LED.

 

A oitava edição do Pitch Day da Escola de Startups do UPTEC levou ao “palco” 17 startups, que tinham apresentar as respetivas ideias de negócio em 180 segundos. O WeStoreONTEX ganhou o direito à incubação do respetivo negócio no UPTEC, bem como a consultoria jurícia e um tablet Surface Pro, da Microsoft.

 

Além do projeto vencedor foram atribuídas três menções honrosas para as áreas criativas, tecnológica e biotecnologia. A produtora audiovisual Frame ganhou a menção honrosa dedicada para a área criativa com uma proposta de realização de vídeos institucionais em formato de ficção; na área das tecnologias, a menção honrosa foi atribuída à Oko, um agregador de fontes de notícias que apresenta previsões de sucesso; e por fim, na biotecnologia, foi a SurgeonMate distinguida por ter desenvolvido uns óculos que estão aptos a registar atos cirúrgicos.

 

De registar ainda que o Vodafone Power Lab selecionou dois projetos para incubação: uma plataforma que facilita a gestão de festas e que dá pelo nome de Night Out; e ainda ferramenta Vaiivem que pretende facilitar a comunicação entre professores e pais crianças.

 

Ao longo de oito edições, mais de 150 projetos de negócio e 450 passaram pelos quatro meses de formação da Escola de Startups do UPTEC.

 

No auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que albergou a apresentação das ideias de negócio, compareceram mais de 350 pessoas. Mais de 50 dos espetadores seriam investidores, mas Clara Gonçalves, diretora-executiva do UPTEC, recorda que, na maioria dos casos, o objetivo principal «não é tanto angariar investimentos, mas beta testers, que possam experimentar as soluções do ponto de vista tecnológico e de negócio».

 

A diretora executiva do UPTEC considera que, de edição para edição da Escola de Startups, tem havido uma melhoria da qualidade e do posicionamento dos projetos face ao mercado. Pelo que a própria Escola de Startups também deverá vir a registar uma evolução nos tempos mais próximos: «Queremos ter uma dimensão maior, que passa por ter mais parceiros e chegar a mais áreas científicas e tecnológicas. Queremos apostar também em mais projetos que estejam mais próximos da fase de investigação e desenvolvimento e da produção de conhecimento. E outro dos objetivos passa por dar uma dimensão cada vez mais internacional à Escola de Startups».

 

 

Notícia publicada em Exame Informática